Imposição

Pandemia, viagens e o Rinoceronte de Ionesco

Estamos chegando ao último mês desse incrível e aterrorizante ano de 2020, o ano da pandemia do Coronavírus. Um ano para não esquecer. Isolamento social, hábitos novos, reinvenção da vida, hegemonia da simplicidade, enfim.

Restaurantes fechados, contatos só pela internet, viagens, ohhh!!!, as viagens, totalmente impraticadas. Quase oito bilhões de pessoas nos direcionando para um outro estilo de vida, por imposição de um bichinho terrível, ainda por cima a ostentar uma coroa, mas, mais velho que o homem na terra.

Porém a hibernação forçada, a falta de laços presenciais nos fez refletir mais sobre a finitude da vida, e outras coisitas mais. Muitas perguntas e várias respostas, ou nenhuma. Tais como:

Qual o futuro possível da humanidade? É necessário reinventar a sociedade? O que acontece com uma espécie como a nossa quando passa por transformações tão decisivas? O que fazer do problema do desemprego? O trabalho continua a existir como antes?

A era digital prescinde do fator humano? Vamos controlar as doenças ou vamos finalmente encontrar o Armagedon? Teremos fórmulas para impedir o envelhecimento?

O lixo humano continuará a soterrar cidades e mares? Conseguiremos controlar o extremismo político e o que virá depois?

Façamos um pacto pela serenidade. Pela moderação que a pandemia nos ensinou. Aprendamos com o saber científico e a tecnologia, mas jamais esqueçamos que eles não são suficientes e que devemos sempre buscar saber a totalidade do ser humano. O Rinoceronte de Ionesco é apenas um rinoceronte. Procuremos ser amados e não odiados. Não tragamos mais problemas do que aqueles que possamos resolver. Afinal, somos apenas humanos. Demasiadamente humanos.

Douglas Apratto Tenório
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