Começo de Conversa

Maceió não é a capital do futuro

"Somos um dos melhores centros gastronômicos do Brasil e nem é necessário entrar em detalhes"

Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves
Publicitário e membro efetivo da Apalca
Passaram-se 519 anos e o Brasil continua sendo o país do futuro. O mesmo não acontece com Maceió ao comemorar o seu ducentésimo quarto aniversário. O futuro da capital já chegou, está presente com forte tendência para se transformar na metrópole mais visitada do Nordeste. Os números comprovam seu vigor a cada temporada.

Os brasileiros elegeram Maceió como o segundo destino turístico depois de Orlando. A linda adolescente se transformou na mulher exuberante, sedutora! Seduziu o Brasil e o mundo por ela apaixonou. Sua vocação turística é imbatível. Até abril de 2020, pelo menos 33 mil estrangeiros desembarcarão no porto no período de cruzeiros iniciado em novembro, representando um incremento de 18 milhões de reais na economia local. Um crescimento de 30% a mais comparando com a temporada anterior, o triplo da média nacional. Fantástico! É um impacto substancial também para as finanças do Estado.

O Réveillon de Milagres recebeu mais de 3 mil pessoas. Ganhamos novos voos domésticos e a partir de junho, Portugal fica mais próximo da gente. A hotelaria disponibiliza mais de 19 mil leitos só na capital, 36 mil no estado. Neste Natal, Maceió exibiu um verdadeiro espetáculo de luzes e cores com sua decoração, como talvez nenhuma outra metrópole da região tenha feito. Um colírio para os olhos dos nativos e turistas que invadem a orla. Com um importantíssimo ingrediente a mais: segurança policial.

É como se tudo parecesse um sonho ou um filme rodado em Dyker Heights, região do Brooklyn, em Nova Iorque. Exagero que nada! Precisamos aprender a cultivar e expandir nosso espírito de alagoanidade com bairrismo, sim. Basta mirar nos pernambucanos e baianos que vendem a Praia de Boa Viagem e a Lagoa do Abaeté, respectivamente, como cenários “deslumbrantes” e não são.

Os alagoanos precisam jogar para cima sua autoestima, desprezar o espírito vira-lata, assumindo a vanguarda da importância no contexto do Nordestino. Orgulho da sua terra! De mar, praias, lagoas e beleza caribenha, entendemos nós. Assim como canta o poeta Eliezer Selton: “M de mar, A de amor, C de carinho, sol e mar de Maceió, E de eterno, I de ilusão, sol e mar de Maceió, Ó de Maceió, você roubou meu coração!” Como não dar imenso valor às nossas grandes marcas do varejo local, geradoras de empregos, impulsionadoras do desenvolvimento. Lojas Guido, Casa Vieira, Casas Jardim, Unicompra, Flulook, Incomel, entre tantas outras, referências do pujante comércio alagoano. Marcas históricas de longas décadas desafiando crises, dificuldades, porém, sem abrir mão da missão de acrescentarem sempre mais na economia local.

A qualidade dos desafiadores projetos da construção civil, destaque no Nordeste! Temos outro grande diferencial: a gastronomia. Somos um dos melhores centros gastronômicos do Brasil e nem é necessário entrar em detalhes. Nem sei se é como diz Djavan. “Ô Maceió. É três mulé prum homem só”. Apenas de uma coisa tenho certeza – não somos a cidade do futuro. A vez já chegou, é o presente, o agora, inspiração do Jornalista Noaldo Dantas no passado - ... “e a capital pela ciganice e beleza de suas noites, deverá chamar-se Maceió e a padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres”.
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