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Opinião

Patriotismo ou demagogia?

"A corrupção brasileira, campeã no planeta, durante vários anos, “secou” os cofres de inúmeras entidades nacionais. Bilhões e bilhões desviados"

Mirian Gusmão Canuto, Médica, empresária de turismo e membro da A.A.L.
Mirian Gusmão Canuto, Médica, empresária de turismo e membro da A.A.L.
Mirian Gusmão Canuto
Médica, empresária de turismo e membro da A.A.L.
Que o nosso país atravessa dificuldades políticas e econômicas, todos os brasileiros sabem. Entretanto, falta colaboração político-social para reverter esse processo. Aliás, é muita sutileza dizer que não há colaboração: na verdade, o propósito é embaraçar o atual Governo.

A mídia, habituada a ser “gratificada” durante vários anos, não consegue “digerir” os atuais projetos.

Parte de nossos parlamentares, esquecendo o compromisso com o bem-estar brasileiro, prefere aderir aos inconsequentes: a Reforma da Previdência, indiscutivelmente necessária, tem “travadores” que posam, demagogicamente, de “amigos dos trabalhadores”, influenciando pessoas mal informadas, objetivando vitória nas urnas.

Volto a repetir. Há muitos anos, o Brasil não é governado. Governa-se a possibilidade de se manter no poder. Os interesses parlamentares são sempre priorizados. Legislar em causa própria é rotina de alguns legisladores. O COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras saiu do Ministério da Justiça para o Ministério da Economia. O que temos a comemorar? Mais de 200 parlamentares fizeram oposição, alinhados com a pretensão da sociedade. A esperança ainda permanece entre o povo: o Senado poderá reverter essa decisão. Será?

A corrupção brasileira, campeã no planeta, durante vários anos, “secou” os cofres de inúmeras entidades nacionais. Bilhões e bilhões desviados.

O atual Governo, eleito por uma maioria bem intencionada, tem sido acossado. A cada pequeno conflito ou desajuste, a mídia qualifica de “crise” e enfatiza o fato, muitas vezes desvirtuando o episódio.

Não me lembro de ter visto familiares dos presidentes anteriores serem tão inspecionados. Um ex-presidente polêmico atribuía a seu filho um “talento especial” para multiplicar seus bens. Passou a ser sócio de inúmeras empresas. E daí? A mídia e alguns órgãos fiscalizadores acreditaram em seu “talento”...

Recordo-me, há cerca de um ano, estando em um táxi, em São Paulo, iniciei um diálogo com o motorista, sobre as eleições de outubro. Ele revelou-me que “apesar de votar no Capitão”, fazia parte do comício do opositor, pois recebia lanche e cinquenta reais. E completou: “Após bater uma bolinha com meus amigos, todo o time vai atrás do dinheirinho.” Pasmei, mas entendi que “dinheiro fácil”, para algumas pessoas vulneráveis, é prioridade. Lamentável!

Necessitamos priorizar o Brasil e o bem-estar do povo brasileiro.

Patriotismo ou demagogia?
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