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Problema!

Futuro dos moradores dos três bairros continua indefinido

Moradores fazem manifestações para alertar autoridades

Moradores fazem manifestações para alertar autoridades
Moradores fazem manifestações para alertar autoridades
Cláudia, Geraldo e Vera Lúcia são apenas alguns nomes dos mais de 30 mil prejudicados pelo afundamento que assola os bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro há pelo menos 10 anos, e que continuam sem saber qual será o futuro de seus imóveis na região. A indefinição continua mesmo após o Serviço Geológico do Brasil confirmar a extração de sal-gema, praticada pela Braskem, como principal causadora dos problemas das localidades.

Embora o culpado tenha sido apontado, uma solução para o que será feito adiante ainda não foi divulgada pelos órgãos à frente do problema. Enquanto isso, os moradores permanecem com uma grande interrogação em suas vidas, como é o caso de Vera Lúcia Albuquerque, moradora há quase 40 anos do bairro do Pinheiro, e que não sabe o que fazer daqui para frente.

Uma das lideranças do grupo SOS Pinheiro, que reúne moradores do bairro em Maceió, Geraldo Castro culpa a omissão do poder público, principalmente na esfera municipal, sobre a falta de informações repassadas à comunidade e principalmente a falta de soluções para a população, embora reconheça que “infelizmente é necessário esperar mais um tempo, até que divulguem um laudo final e que de fato possam ser elaboradas soluções a curto e longo prazo para os afetados da região”, explica. Para Geraldo, “temos uma Defesa Civil omissa e temos um prefeito omisso. Sabemos que o principal problema nisso tudo foi a negligência”, afirmou.

Segundo o coronel Alexandre Lucas Alves, secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, uma equipe do órgão vai se instalar em Maceió para prestar assessoria aos órgãos estaduais e municipais a fim de ajudar na busca de soluções. Durante a audiência, o secretário também explicou que um novo mapa, dessa vez de risco, já foi elaborado, mas precisa de um aperfeiçoamento para melhor entendimento do público. O novo documento tem previsão para ser divulgado em até duas semanas. Até lá, nada será feito em relação aos moradores.

Apenas após a análise de outros 27 poços da empresa, será possível analisar uma solução, explicou o geólogo Thales Sampaio. Até o momento, apenas oito poços dos 35 foram analisados. Os outros, desativados entre as décadas de 70 e 80, estão vedados, o que dificulta o estudo de forma rápida feita pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Enquanto não é apontada uma luz no fim do túnel, os populares se apoiam em uma ação impetrada pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE-AL) e pela Defensoria Pública do Estado de Alagoas para o bloqueio de R$ 6,7 bilhões da empresa. O valor, segundo as instituições, será usado para pagamento de indenizações e reparos.

Cláudia Mendes, moradora do condomínio Divaldo Suruagy, um dos mais afetado pelo tremor de terra registrado no dia 3 de março de 2018, e dos eventos subsequentes, explica que “antes mesmo da divulgação do laudo oficial, já havia sido elaborada uma ação civil pública junto ao defensor Othoniel Pinheiro e que foi anexada ao pedido feito pelo Ministério. Enquanto não nos dizem se o problema dá para resolver ou não, o que provavelmente deve acontecer nas próximas semanas, pelo menos um grande passo foi dado para os moradores que agora podem sim, no futuro ser indenizados”, contou.

Bruno Fernandes
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