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Segurança

IMA já havia anunciado interdição dos poços da Braskem

Mina da Braskem, na escarpa do Mutange, em Maceió, explora sal-gema em áreas de falhas geológicas
Mina da Braskem, na escarpa do Mutange, em Maceió, explora sal-gema em áreas de falhas geológicas
Logo após a divulgação do laudo, em oito de maio último, o Estado, por meio do IMA, comunicou que concorda com as recomendações do Ministério Público e da Defensoria. “Assim, com os órgãos ambientais das esferas municipal e federal, o IMA adotará as providências no sentido de interditar os poços da Braskem números 32, 33, 34 e 35, verificada a segurança técnica para tanto e considerando os cuidados necessários apontados no laudo da própria CPRM”.

Segundo o Instituto, a interdição será feita sem prejuízo de outras sanções, como a aplicação de multas conforme a lei. “O IMA ressalta ainda que acompanhará a evolução dos estudos da CPRM quanto aos demais poços e operações da Braskem, não se furtando a adotar todas medidas que forem necessárias”, concluiu.

Pouco antes, também por meio de nota, o governador Renan Filho se manifestou sobre as conclusões do Serviço Geológico do Brasil: “Acompanho com atenção os acontecimentos nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro e os desdobramentos, após a divulgação do laudo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que os moradores das regiões afetadas tenham seus direitos assegurados. Este é o dever de todas as instâncias do poder público – federal, estadual e municipal, nesta situação de emergência. O Governo de Alagoas continuará ao lado da população atingida para cobrar dos responsáveis pela tragédia as devidas indenizações e para garantir que não haja injustiça. A Ação Civil que a Defensoria Pública do Estado e o Ministério Público Estadual estão encaminhando, para a reparação aos atingidos pelos danos, tem o integral apoio do Governo de Alagoas. Contamos com o reforço das instâncias jurídicas municipais e federais. Adotaremos todas as medidas necessárias para minimizar o sofrimento e a aflição das famílias moradoras e para ajudar na realocação das empresas, escolas, hospitais e órgãos públicos da área de risco. Seguiremos integralmente e com toda agilidade as recomendações da CPRM”.

Já o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), se pronunciou por meio do Instagram sobre o resultado. O tucano, que esteve na audiência pública de quarta, mas saiu antes de seu término e sem falar com os moradores ou a imprensa, afirmou que está trabalhando com a Procuradoria Geral do Município nas ações que vão entrar contra a empresa: “Pessoal, agora temos o resultado dos estudos da CPRM nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. A mineração feita pela Braskem foi apontada como a principal causadora do problema. Já estou tocando com a Procuradoria Geral do Município para entrarmos com ações judiciais contra a Braskem para os devidos ressarcimentos aos moradores dos bairros e ao município de Maceió’’.

Agora é esperar para ver os próximos capítulos desta triste novela que já dura mais de um ano.
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