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Opinião

Vazio assassino

"Eles mataram porque as famílias estão destruidas e fracasssadas, mas não só isso"

Mirian Gusmão Canuto, Médica, empresária de turismo e membro da A.A.L.
Mirian Gusmão Canuto, Médica, empresária de turismo e membro da A.A.L.
Mirian Gusmão Canuto
Médica, empresária de turismo e membro da A.A.L.
Quarta-feira, 13 de março, a pacata cidade de Suzano (SP) foi palco de uma das maiores tragédias estudantis do Brasil. Dois jovens, sendo um menor de idade, adentraram, inesperadamente, à Escola Raul Brasil, armados, e vitimaram seis estudantes e duas educadoras.

Outra matança brutal, a maior da história da Nova Zelândia, transmitida ao vivo pela internet, abalou o mundo.

Para a psicóloga Roberta Montefusco Peripato: “O vazio existencial está presente na vida de todo ser humano, em maior ou menor grau. É sentido e vivenciado em inúmeras circunstâncias da nossa existência. Ele emerge diante de situações peculiares e, às vezes, estressantes, na vida do sujeito. Permeia alguns distúrbios e patologias psíquicas, como a própria depressão”.

Mas, o que leva os seres humanos, sobretudo jovens, chegarem a esse nível de desespero e crueldade? Recebi, de diversos grupos de whatsapp, considerações pertinentes sobre o ocorrido. Aplaudi um texto, de autor desconhecido: “Eles mataram porque as famílias estão desestruturadas e fracassadas, por que não se educa mais em casa, não se acompanha mais de perto, a tecnologia substitui o diálogo, presentes compram limites, direitos e deveres, e não há o conhecimento a respeito de Deus”.

O problema é muito mais complexo e abrangente. Obviamente, não se pode atribuir, exclusivamente, a uma causa. Entretanto, a omissão familiar, a falta de diálogo, de autoridade e exemplo dos pais, certamente, são fatores agravantes.

A sociedade também contribui: a falta de educação, de aceitação, de assistência e de oportunidade geram conflitos e indignação. A tecnologia, algumas vezes, é usada para o mal, incentivando os indivíduos à violência, às drogas e à criminalidade. Alguns entretenimentos, como: filmes, jogos, brinquedos infantis, e outros, são, atualmente, agressivos e apavorantes, levando crianças e jovens ao estresse.

A falta de Deus, que tanto ampara e fortalece às pessoas, também interfere na imperfeição espiritual.

Sabiamente, o Pontífice Pio XII proferiu: “Os homens são, ainda, maus porque não foram suficientemente amados”. Sim, só o amor constrói. A carência afetiva, no seio familiar, está, cada dia, mais dramática. Os jovens sentem-se inseguros e abandonados diante do mundo. Os sentimentos se conturbam, e a vida, muitas vezes, perde o sentido.

No dizer de Goethe: “Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a”. Somente amando podemos afastar o “Vazio Assassino”.
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