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Começo de Conversa

A arte de negociar

A renegociação de dívidas é fundamental quando se deseja pôr as contas em dia ou reabilitar o crédito na praça

Jair Pimentel, Jornalista, economista e professor
Jair Pimentel, Jornalista, economista e professor
Jair Pimentel
Jornalista, economista e professor
Comprar ou contratar bem, fazendo valer seus direitos de consumidor, é uma maneira de empregar corretamente aquela parcela de sua receita destinada às despesas, evitar prejuízos ou endividamento e ainda poupar. Da mesma maneira, fazer acordos com seus credores, com o objetivo de reduzir juros e multas, é fundamental para sair das dívidas. A negociação e o acordo são formas de conciliação de interesses e vontades, atos essenciais nas relações sociais e econômicas. Diz a sabedoria popular que o ser humano é um "animal que barganha. Portanto, negociar, pechinchar e defender seus interesses em uma relação de negócios são atos legítimos, que, certamente, farão muita diferença em suas finanças.

Conseguir redução de custo de um serviço ou mercadoria é uma maneira boa de esticar a renda mensal. Se você costuma ter vergonha de pedir descontos ou de renegociar contratos de serviço - mesmo quando descobre que estão mais caros que os dos concorrentes - , é bom levar em conta que, a pessoa a se prejudicar em um mau negócio é você. Não se sinta inferiorizado ao pedir descontos ao protestar contra preços altos ou contra multas e juros abusivos. Quem anuncia "vendo", "faço" ou "financio" deve estar preparado para negociar e já estabeleceu as margens de lucro dentro das quais pode fazê-lo.

No caso de compras, anote as ofertas encontradas em várias lojas. Não se esqueça de checar as condições de financiamento e pagamentos à vista: normalmente aí está a chave para pechinchar. Por exemplo: em determinada loja, um fogão custa R$ 600,00, à vista, e pode ser parcelado em quatro vezes iguais, sem juros. Em outra, um fogão igual custa R$ 580,00, à vista, parcelado em apenas três vezes; se você for pagar à vista, pode pedir a loja mais cara para cobrir a oferta da concorrentes; se for pagar a prazo, vá à loja mais barata e solicite o parcelamento em quatro vezes, sem juros, enfatizando que, no concorrente, isso é possível.

A renegociação de dívidas é fundamental quando se deseja pôr as contas em dia ou reabilitar o crédito na praça. Por isso, não tenha medo de defender seus interesses na hora em que puder resgatar um cheque sem fundos, pagar um carnê em atraso ou acertar as dívidas que restaram do cheque especial depois que sua conta foi bloqueada ou encerrada. Um comerciante ou um prestador de serviços jamais fará um negócio ou um acordo em que leve prejuízo - e negociar é melhor do que não receber. Por isso, tenha certeza de que todas as portas estarão abertas para ouvir suas propostas e retornar a condição de consumidor livre da lista negra do SPC/ Serasa. Mas deve jurar, nunca mais se endividar.

Há mais de 40 anos, tanto em sala de aula, como no jornalismo econômico, oriento o consumidor a pesquisar preços, pagar suas contas em dia, negociar débitos, saber usar corretamente o cartão de crédito e cheque especial. Procura sempre comprar à vista, e em momentos de crise como o atual, economizar ao máximo. Que sempre seja sincero na hora de negociar suas dívidas, mostrando que não é um "devedor profissional". Mas também não se deixe envolver pelas táticas que tentam convencê-lo de que está pagando o mínimo por um serviço espetacular. Não perca a calma nem entre em conflito caso a negociação esteja demorando a acontecer. Afinal, quem merece realizar um bom negócio é você.
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