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Opinião

A importância da família

"Uma família desestruturada representa para uma criança um profundo golpe em sua base espiritual, influenciando decisivamente em sua vida futura"

Milton Hênio, Médico e membro da AAL
Milton Hênio, Médico e membro da AAL
Milton Hênio
Médico e membro da AAL
Comemora-se no dia 8 de dezembro o Dia da Família. A família é e sempre será a base, a estrutura na qual a criança fincará sólidas raízes para um futuro feliz. Uma família desestruturada representa para uma criança um profundo golpe em sua base espiritual, influenciando decisivamente em sua vida futura. Roman Rolland, o grande escritor francês, dizia: “ O vinho guarda o aroma do primeiro tonel e a criança carrega para sempre os tormentos de uma infância infeliz.”

A criança de hoje “amadureceu” muito depressa graças aos meios de comunicação e o adolescente dos dias atuais enfrenta uma verdadeira batalha de prazeres onde, em todas as regiões do mundo se agitam as bandeiras do consumismo, das drogas, do individualismo. Essas bandeiras ficam agitadas em fazer de tudo, menos em favor do próprio homem como ser pensante, como fração do universo, que possui sentimento, afeto, honra, ideal e elevação moral. Não basta nascer ou viver, é necessário encontrar dentro da família algo que justifique o objetivo de vida tentando responder de forma angustiada ao enigma do “por que” e “para que” nasci.

Assim, desejamos que a família cada vez mais se fortaleça, como um núcleo de absoluta felicidade para que as gerações futuras possam encontrar nesta caminhada soluções pacíficas para um mundo tão cheio de conflitos e de confrontos.

Há uma canção chamada UTOPIA que resume muito bem o que seja uma família. Eu vivi pessoalmente essa maravilha durante a minha infância lá no Parque Gonçalves Lêdo e hoje tenho uma linda família e procuro através dos filhos, netos e bisnetos mostrar-lhes o valor de uma família unida e feliz.

“Das muitas coisas do meu tempo de criança / guardo viva na lembrança / o aconchego do meu lar / no fim da tarde quando tudo se aquietava / a família se juntava lá no alpendre a conversar . / Eu tantas vezes vi meu pai chegar cansado / mas aquilo era sagrado / um por um ele afagava / e perguntava quem fizera estripulia / a mamãe nos defendia e tudo aos poucos se ajeitava / todo mundo então queria que papai cantasse com a gente / desafinado, meio rouco e voz cansada / ele cantava mil toadas olhando tristonho o céu poente. / Correu o tempo e hoje eu vejo a maravilha / de se ter uma família quando tantos não a têm. / Agora falam de desquite ou de divórcio / o amor virou consórcio compromisso de ninguém / há tantos filhos que bem mais que um palácio / gostariam de um abraço e do carinho de seus pais / chame a isso de UTOPIA e eu a isso chamo de PAZ. “.

Caros pais, plantem o otimismo em sua família, a justiça, a esperança e a alegria de viver com seus filhos como se estivesse repartindo o seu próprio coração. E sejam felizes com sua descendência.
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