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Opinião

Valeu, Alexandre Garcia

Para educar, não é preciso bater. Todavia, é fundamental ter firmeza na reprovação das atitudes errôneas dos filhos

Mirian Gusmão Canuto, Médica, empresária de turismo e membro da A.A.L.
Mirian Gusmão Canuto, Médica, empresária de turismo e membro da A.A.L.
Mirian Gusmão Canuto
Médica, empresária de turismo e membro da A.A.L.
Recebo, via WhatsApp, enviado por uma amiga, um lúcido e interessante texto do jornalista Alexandre Garcia, cujo título é: “Quarenta Anos”. Ele faz a comparação das diversas atitudes brasileiras, no decorrer de quatro décadas, na educação familiar, nas escolas e em diversos outros segmentos sociais. Essa crônica foi publicada há mais de um ano e continua atualizada.

Garcia relembra que o jovem Sérgio, em 1971, quebrou um farol de um carro estacionado perto de sua casa. Seu pai soube e deu-lhe uma surra de cinturão, e o filho jamais repetiu o feito. Diz Alexandre: “Entrou para faculdade e, hoje, é um profissional de sucesso”.

Quarenta anos depois, Sérgio reprisou ao filho a mesma surra que levou. Todavia, esse o denunciou, e o pai foi condenado a prestar serviços comunitários. O filho de Sérgio optou pelas drogas e hoje está em um abrigo para menores.

Diz o jornalista: “Em 1971, quando os coleguinhas de Sérgio faziam bagunça na aula, levavam um pito do professor, eram levados à direção e ainda sofriam castigo em casa. E todos se formavam prontos para a vida”. Em 2011, a desordem em sala de aula faz o professor repreender seus alunos, entretanto, dias depois, pede desculpas porque os pais foram se queixar de maus-tratos ao diretor. Hoje, esses adultos dão mau exemplo à sociedade, tornando-se, muitas vezes, irresponsáveis ou corruptos.

Em 1971, o tio de Sérgio foi flagrado “enrolando” no trabalho. Seu chefe o repreendeu e ele corrigiu-se. Já, nos dias atuais, o cunhado de Sérgio foi flagrado jogando na internet, em hora de trabalho. O diretor não admitiu aquela atitude, e o puniu. Em que resultou? O chefe foi demitido e processado por assédio moral, a empresa multada e o trabalhador insubordinado indenizado por danos morais!

Concluindo, afirma Alexandre Garcia: “É a ditadura da hipocrisia imbecil do politicamente correto”.

O padrão moral, da sociedade atual, retrocedeu de maneira antagônica à era da tecnologia. A indisciplina, a corrupção e a bandidagem têm-se alastrado severamente. Estamos numa época de falta de autoridade, em todos os setores sociais! Lamentável!

Para educar, não é preciso bater. Todavia, é fundamental ter firmeza na reprovação das atitudes errôneas dos filhos. A educação doméstica é a base para uma sociedade disciplinada e íntegra. Infelizmente, muitos pais oferecem exemplos indignos. Como evitar que eles se tornem cidadãos irresponsáveis?

Quando a família não reconhece o desacerto de seus filhos, estão levando-os ao abismo, e, com certeza, o mundo os punirá, impiedosamente.

Valeu, Alexandre Garcia!
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