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Ranking

Alagoas supera Pernambuco e Bahia em competitividade

O Ranking de Competitividade dos Estados é elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e Economist Intelligence Unit

A deterioração nas contas públicas na maioria dos Estados brasileiros e a melhoria da gestão fiscal e outros indicadores em Alagoas fizeram o Estado ser reconhecido, como o que deu o maior salto no Ranking de Competitividade dos Estados elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e Economist Intelligence Unit.

De acordo com a 7ª edição do ranking, Alagoas saltou nada menos do que oito posições desde o ano passado (saindo da 24ª para 16ª), ficando à frente de Estados bem mais ricos na região como Pernambuco (que caiu quatro posições e está em 20º) e da Bahia (que caiu duas posições e está em 22º).

Apesar do salto nesta edição, Alagoas já vinha subindo posições no ranking desde o ano passado quando ficou em segundo lugar no quesito “Solidez Fiscal” graças à gestão das contas e do trabalho de reestruturação da sua dívida com o governo federal que fez com que o Estado fosse um dos poucos do país com resultado primário positivo – o que fez Alagoas alcançar este ano a primeira posição no pilar “Solidez Fiscal”.

Além da liderança em solidez fiscal, a nova posição do Estado foi também impulsionada por melhora em outros pilares como Segurança Pública, em que subiu cinco posições, Sustentabilidade Ambiental (de 19º para 15º), Educação (de 26º para 22º) e Sustentabilidade Social (de 26º para 22º). No ranking, Alagoas também subiu duas posições em Eficiência da Máquina Pública (de 21º para a 19º) e em Infraestrutura (de 15º para 13º). Em Capital Humano foram três posições (de 20º para 17º).

Ainda segundo a CLP, os únicos pilares nos quais o Estado teve queda em desempenho foram os de Inovação (caindo duas posições, para 21º), e Potencial de Mercado (20º), com menos uma.

Entre os Estados do Nordeste, a Paraíba é o melhor posicionado no ranking este ano chegando à 9ª posição, atrás do Espírito Santo (8º), Mato Grosso do Sul (7º), Minas Gerais (6º), Rio Grande do Sul (5º), Paraná (4º), Distrito Federal (3º), Santa Catarina (2º) e São Paulo, que mais uma vez lidera o ranking.

Já o Estado do Acre foi o último do ranking este ano, na 27ª posição.

Apesar da melhora de Alagoas no ranking merecer, sim, ser comemorada (o ranking é avalizado por consultorias respeitadas nacionalmente), uma olhada mais atenta e serena sobre os indicadores – e sobre a oscilação de alguns Estados – indica que o Estado terá que ralar muito para que sua “solidez fiscal” não venha a se desmanchar no ar em meio a um clima de euforia e ufanismo (ainda mais em ano de campanha eleitoral).

Como os dados revelam, o salto de posições de Alagoas deveu-se, também, ao despencar de vários Estados mais ricos e industrializados – com bem mais capacidade para retomar posições perdidas se o quadro macroeconômico melhorar.

Até lá, é bom não se descuidar.

Rodrigo Cavalcante
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