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Começo de Conversa

A difícil tarefa de votar

"E as velhas raposas vencedoras de muitas eleições seguidas não têm o mínimo interesse de mudar esse quadro de “entorpecência” que empobrece e eleva o nível de ignorância de estados e municípios"

Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves
Publicitário e membro efetivo da Apalca
Estamos a poucos meses da mais importante eleição majoritária desde a redemocratização do Brasil, iniciada em 15 de novembro de 1989, com a vitória emblemática do primeiro Presidente da República, Fernando Collor, após 25 anos de ditadura militar. Será o pleito de número oito cuja sequência elegeu FHC, Lula e Dilma, cada um com dois mandatos, sendo o último interrompido por impeachment, em 2016. Povo livre para escolher seus futuros mandatários, cheio de esperança, crendo num Brasil diferente, que poderia ser modelo de desenvolvimento da América do Sul pela imensidão territorial e incalculável riqueza natural. Afinal, chegamos a sétima economia do mundo! “Livre”? Como a sociedade pode ser livre se está acorrentada por uma ignorância absurda, inconcebível nos tempos atuais? Democracia é um estado de cidadania onde o indivíduo tem o direito de votar e ser votado. Poder se manifestar livremente contra ou a favor daquilo que julga não ser correto na hora de escolher seus representantes. Mas que independência tem se a maioria do eleitorado brasileiro sequer sabe votar, não conhece os candidatos? A propaganda eleitoral ilude aparecendo no guia cheinha de fake news.

Não sabe distinguir o corrupto do suposto politicamente correto. Deixam-se levar pelos boquirrotos, alguns até protegidos por igrejas com bênçãos de padres e pastores, religiosos de “boa-fé” ou interesseiros de carteirinha.

Expressiva representação da sociedade entre os mais carentes e intelectuais radicais veneram belzebu e cultuam como ídolo. Exaltam um louco fanatismo, apesar dos achaques que levaram o País a uma quebradeira nunca antes vista! Por que milhões de brasileiros ainda votam? Pela obrigatoriedade imposta por lei, claro. Na verdade a maioria do povo nunca votou conscientemente.

Delega cabos eleitorais para em seu nome em troca de favores exercerem o seu direito de “cidadão” com independência. 7,4 milhões do eleitorado brasileiro não sabe ler e escrever. 17,2 milhões são analfabetos funcionais, os que mal assinam o nome e têm dificuldade de ler e interpretar textos. Esses são dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2017.

A maioria da população votante vai às urnas simplesmente pela obrigação de votar. Não faz diferença, principalmente no Nordeste, se as capitanias hereditárias avançam décadas humilhando municípios que não passam de currais eleitorais. Gente pobre iludida que sobrevive com zero perspectiva de políticas públicas que proporcionem o mínimo de bem-estar para as famílias. É uma espécie de letargia geral. O povo não assume de verdade as rédeas do seu destino.

E as velhas raposas vencedoras de muitas eleições seguidas não têm o mínimo interesse de mudar esse quadro de “entorpecência” que empobrece e eleva o nível de ignorância de estados e municípios. Cá pra nós, é preciso muito esforço, muito investimento para mudar o perfil de Alagoas nos próximos 20 anos. Os dados divulgados pelo IBGE no último final de semana mexem fortemente com a esperança de um futuro melhor. 18,2% é a taxa de analfabetismo, o que representa o dobro da média nacional.
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