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Começo de Conversa

Qual será a cor do novo amanhecer?

"O momento atual da política brasileira faz voltar à tona a velha discussão onde se questiona se o homem nasce bom e a sociedade o corrompe ou se o homem nasce mau e a sociedade o torna bom"

Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves
Publicitário e membro efetivo da Apalca
As opiniões são divergentes desde os primórdios quanto ao comportamento do ser humano. Se já nasce mau, deixa o ventre da mãe com espírito perverso, egoísta ou seria produto de uma sociedade deformada? São questões que filósofos e teólogos, ao longo da história, provavelmente ainda não chegaram a um consenso. Para Santo Agostinho, sendo o homem imagem e semelhança do Criador, ele é essencialmente bom e capaz de amar. Friedrich Nietzsche, que era avesso à igreja católica, afirmou que os cristãos não são bons, “eles tentam ser solidários com o próximo, porque temem queimar no fogo do inferno”.

Na sua visão, o conceito de bom ou mau na esfera moral não possui sentido em si mesmo, de modo que nada, em sua essência, é objetivamente bom e tampouco mau. O momento atual na política brasileira faz voltar à tona a velha discussão onde se questiona se o homem nasce bom e a sociedade o corrompe ou se o homem nasce mau e a sociedade o torna bom. Para alguns estudiosos desses conceitos da vida, os homens nascem bons, mas, no convívio com a sociedade, que é “má”, tornam-se igualmente maus. Quem verdadeiramente está correto nas suas explicações, teólogos, filósofos ou nós, simples mortais? Nem tanto e nem tão pouco! Talvez seja melhor admitirmos que as pessoas são tomadas por rancores e paixões que levam pelos caminhos da estupidez, da completa ignorância que as tornam incapazes de enxergar as mais óbvias das razões.

Fere-me o coração profundamente quando vejo gente de bom nível intelectual, amigos até, completamente alucinada na defesa de escroques que há décadas exercem função pública com objetivos totalmente desvirtuados. Assusta-me o ódio destilado nas redes sociais à nova mídia também do mau. Talvez mais que o bem! Articulistas escrevendo em suas colunas comparando líderes da malandragem a mitos populares da estatura de Nelson Mandela; a religiosos que escreveram história imorredoura, como Pe. Cícero Romão, quando, na verdade, certos indivíduos refletem mais propriamente a imagem de corruptos ditadores, aproveitadores da fraqueza de conhecimento dos doze milhões de analfabetos existentes no Brasil, segundo estatística do IBGE.

Bizarro e infeliz o texto escrito pela assessoria do presidente Temer para seu pronunciamento à Nação na última sexta-feira. Ao se comparar a Tiradentes, dizendo-se injustiçado e perseguido, nivelou-se às baixarias de outros réus e condenados parlapatões contumazes, atores protagonistas do anfiteatro da política suja que se pratica aqui.

Por isso me questiono todos os dias: quais serão as cores do novo amanhecer? São tantas incertezas, tão insignificantes as chances de escolher um líder verdadeiro, sem a tatuagem de quadrilheiro que não é demais perguntar: alguém tem certeza de como será o nosso amanhã? Iremos realmente às urnas em outubro conscientes de que mudaremos os rumos da história?
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