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Entrevista

Carlos Palmeira: primeiro alagoano a presidir a ABAV Nacional

"Recebi apoio em todas as regiões do País e na diretoria do ex-presidente"

Carlos Palmeira Lopes Villanova é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Alagoas, e em Direito pela Faculdade de Direito de Maceió, e possui MBA Executivo em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. No turismo ingressou em 1997, na System Tours Viagens e Turismo, com sede em Maceió.

Na diretoria da ABAV atua desde 1999, onde exerceu gestões como diretor secretário (1999/2001); Conselheiro do Conselho Nacional da ABAV-AL (2001/2003 e 2005/2007) e vice-presidente da ABAV-AL (2011/2013), até assumir a presidência da entidade em seu estado por três mandatos (2008/2009 – 2010/2011 e 2015/2017).

Desde então, integrou-se de forma contínua às políticas do setor, acumulando presidências no Sindicato das Empresas de Turismo de Alagoas (Sindetur-AL) em quatro mandatos consecutivos entre 2003 e 2017; e cargos na diretoria da Federação Nacional de Turismo (Fenactur) entre 2005 e 2017. Presidiu ainda, paralelamente durante esse período, a Comissão de Assuntos Legislativos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas, de 2007 a 2009.

Na Fundação para o Desenvolvimento do Turismo de Alagoas (Maceió Convention & Visitors Bureau) foi Conselheiro e Diretor Financeiro, entre 2006 e 2007; e é o atual vice-presidente do Conselho Curador, recém reeleito em mandato iniciado em 2010, e que acumulará com a presidência da ABAV Nacional até 2019.

Como o senhor avalia os primeiros meses na presidência da ABAV Nacional?
Passamos os primeiros dois meses em período de imersão, o que é usual em todo princípio de gestão. Mesmo tendo integrado diretorias anteriores, encabeçar uma gestão demanda um campo de visão muito mais amplo, ao mesmo tempo em que não nos permite perder o foco no que é essencial. Este é o que considero um dos principais desafios. Ter presidido a ABAV Alagoas nos dois últimos anos, no entanto, foi um facilitador nesse processo, pois já vinha bastante alinhado com a gestão anterior, cujo plano de trabalho foi baseado na integração da ABAV com suas estaduais. Trabalhamos muito próximos nesse período.

Foi uma eleição sem disputa, o quanto isso facilita no processo de transição?
Facilita muito na medida em que atesta que houve consenso na adesão a nossa chapa. Recebi apoio em todas as regiões do País e na diretoria do ex-presidente, Edmar Bull, que mesmo se mantendo isento durante todo o processo eleitoral, se fez presente no momento oportuno, e segue com a mesma disponibilidade sempre que é solicitado.

O que o associado pode esperar dessa nova gestão?
Mais do que gerar expectativas, queremos resgatar a confiança do associado. Essa meta será um pilar forte da nossa gestão porque é como entendemos que deve ser percebida uma entidade que acaba de completar 64 anos e detém na sua base de representação uma força de vendas que é responsável por cerca de 80% de toda a movimentação do setor. O mercado passou por mudanças significativas na última década, que afetaram a autoestima do agente de viagens, mas a realidade é que ainda somos o principal canal de distribuição do setor. Vale lembrar, entretanto, que cerca de 60% das nossas agências de viagens associadas se inserem na categoria de micro e pequenas empresas, que precisam de apoio em várias frentes. A ABAV aplicou no ano passado um censo para identificar as principais necessidades, e vamos movimentar nossos grupos de trabalho em torno delas na busca de soluções e oportunidades. Temos presidentes estaduais e toda uma diretoria nacional trabalhando voluntariamente, sem qualquer remuneração, pela associação e pela categoria.

Quais são os principais desafios para as agências de viagens na atualidade?
Com o fim do comissionamento, os desafios do agenciamento têm sido buscar novas formas de remuneração, como o cálculo de FEE pela prestação do serviço, e ultrapassar obstáculos como venda direta, alta rotatividade de colaboradores, concorrência predatória e a alta carga tributária, apenas para citar alguns, entre tantos outros que se agravam ainda mais em anos de instabilidade econômica, como os que temos vivido. Nosso papel nesse contexto é difundir as melhores práticas para que o mercado e o consumidor reconheçam o valor do agente de viagens, incentivar a qualificação profissional, por meio da oferta regular de cursos e capacitações do ICCABAV, e coibir práticas antiéticas, além do trabalho incansável que nos leva quase que semanalmente a Brasília para a apresentação e defesa de uma série de pleitos que tramitam no governo, entre os quais a urgência na votação das emendas que solicitamos na Lei Geral do Turismo.

Fora do campo institucional, quais são as expectativas para o setor em 2018?
Vemos um cenário muito semelhante ao de 2017, quando as vendas reaqueceram gradativamente ao longo do ano. Tivemos uma temporada de fim de ano boa e as vendas no carnaval superaram em 15% o movimento do ano passado. O calendário de 2018 tem dez feriados com possibilidade de emenda, o que em geral se traduz em um aumento em vendas na ordem de 8% a 14% para o setor de turismo. No geral, estamos esperançosos, e acreditamos que o otimismo do mercado se refletirá na ABAV Expo 2018, que este ano realizaremos de 26 a 28 de setembro, no Anhembi (SP). Estamos em fase ativa de comercialização de espaços e a meta para este ano é ampliar em 20% a oferta da feira, mantendo os números e a qualificação do público alcançado, que na edição passada ultrapassou 20 mil visitantes profissionais. Em breve teremos grandes novidades.
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