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Começo de Conversa

A vitória dos privilégios

Em 2016, “cada funcionário público federal aposentado recebeu em média R$ 9.000, mais de sete vezes o que recebe um aposentado da iniciativa privada”

Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves
Publicitário e membro efetivo da Apalca
Com a suspensão da Reforma Previdenciária, a vaca sagrada que amamenta pouco mais de 1 milhão de servidores da União continuará alimentando “diferenciados” grupos entre toda a classe trabalhadora brasileira. Segundo dados da Opus Investimentos, apurados pelo economista André Garmeman, os aposentados do serviço público são responsáveis por um rombo de R$ 91 bilhões, ante R$ 85 bilhões da previdência geral, isso no ano de 2015.

Também afirmou que em 2016, “cada funcionário público federal aposentado recebeu em média R$ 9.000, mais de sete vezes o que recebe um aposentado da iniciativa privada, ganho que os coloca entre os 1% mais ricos do País”. A aposentadoria integral de surpersalários a funcionários públicos em todos os níveis e seus viúvos, viúvas e dependentes é intocável, fica tudo como é graças à incapacidade de negociação do governo com o legislativo.

Nem o bacanal de distribuição de cargos e dinheiro para livrá-lo das barras do STF e Reforma Trabalhista, respectivamente, funcionaram desta feita. Em complicado ano eleitoral, as excelências do parlamento não quiseram arriscar a aprovação de uma medida considerada impopular, mesmo cientes da importância da reforma na reorganização das contas públicas. Nem sempre o que é bom para o país interessa aos congressistas e ponto final.

Os custos de aposentadorias, pensões e benefícios pagos pela Previdência somam 20% dos gastos do governo. Vai continuar assim, à deriva, até estacionar no fundo do poço com escassez de recursos para pagar aos trabalhadores aposentados no futuro muito próximo. Esse é o cálculo de estudos dos mais renomados economistas que não estão enrolados com bandeiras da esquerda defensora do “quanto pior, melhor”. A intervenção militar no Rio de Janeiro também trouxe sorrisos de felicidades para mais 45 mil pessoas que têm direito a foro privilegiado.

Alívio para os muitos suspeitos de crime com destaque para corrupção e lavagem de dinheiro que superlotam de processos os armários de juízes. Esse manto acoberta deputados, senadores, governadores, prefeitos, ministros, magistrados, promotores e desembargadores. É o manto “sagrado” que ampara os viciados em praticarem golpe com dinheiro público. Não ser julgado pela justiça comum é sonho de consumo de algumas centenas de autoridades. Vários países adotam o foro privilegiado, mas todos distantes da bizarra generosidade criada pela constituição brasileira, com benesses sem paralelo no mundo.

Basta ver a quantidade de processos enviados pela Lava Jato denunciando figurões da política que não saem do fundo das gavetas do tribunal superior, se avolumam a cada dia até a ansiosamente esperada data da prescrição. Ou seja: se oficializa a impunidade. A PEC 333/2017 e todas as demais ficam inviabilizadas na vigência da intervenção militar decretada pelo governo conforme determina a Constituição. Portanto, uma casta de brasileiros “sortudos” comemora a vitória dos privilégios. Sem reforma da previdência e manutenção da prerrogativa do foro privilegiado, “tudo fica como dantes no quartel de Abrantes”!
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