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Opinião

Novo ano: bote fé para mover montanhas

"A chegada do novo ano pode ser oportuna para refletirmos sobre os nossos erros e acertos e sobre o que podemos aprimorar para fazer diferente"

Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves, Publicitário e membro efetivo da Apalca
Aloísio Alves
Publicitário e membro efetivo da Apalca
Somos um povo essencialmente místico, inspirado pela fé cristã, ansioso por mudanças que tardam a chegar. A esperança que nunca morre por um amanhã melhor, por um novo ano diferente, justo, sem a brutalidade que infelizmente endureceu o coração da humanidade mundo a fora.

O Brasil é o segundo maior país cristão do planeta Terra, próximo de 180 milhões de pessoas entre católicos e evangélicos com predominância para o catolicismo. 133 milhões de fiéis, segundo o IBGE. Por isso mesmo, com a força imorredoura da fé, cremos que Deus haverá de mover as montanhas da avareza, corrupção, egoísmo, inveja e ódio. Ele está em cada momento da vida do cristão que O exalta a todo instante invocando o Seu nome: “meu Deus”, “graças a Deus”, “Deus lhe pague”, “Deus o acompanhe”, “queira Deus”, “Deus o abençoe”. Até quando alguém se despede de outro: “vai com Deus”. Somos assim.

Os profanos, na hora do desespero, não se envergonham de recorrerem ao nome dEle. A virada de um ano para outro é apenas mais um dia que nasce trazendo de volta o sol para iluminar a terra. A diferença é que o primeiro de janeiro foi consagrado como o Dia da Confraternização Universal, o dia em que as pessoas celebram com abraços, emoção e desavenças são perdoadas. Pedem saúde, paz, amor, dinheiro e juram mudança de vida. Poderia também ser considerado o dia das superstições. Vestir branco para atrair a paz, amarelo para trazer riqueza, verde que chama sorte ou vermelho para seduzir o grande amor da vida. Cada família tem sua crença especial para chamar a felicidade com a chegada do ano-novo.

Lembro-me do meu sogro que invariavelmente à meia-noite enchia os cômodos da casa e bolsos de milho e distribuía com a família para que fizesse o mesmo. “Atrai sorte, dinheiro e bem-aventurança”, dizia ele. Só não evitava os escorregões ao pisar nos caroços no dia seguinte. Pular sete ondas, guardar sementes de romã, comer lentilhas, folha de louro na carteira. Essas crendices se fundem com a alma esperançosa e com o sentimento de fé da nossa gente. Para Ariano Suassuna: “O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom é ser um realista esperançoso”. Já Voltaire afirmou que “A esperança é um alimento da nossa alma”.

E o Papa Francisco ratifica dizendo: “Não deixe que ninguém tire a sua esperança”. Tudo é válido quando se busca acertar para melhorar. A chegada do novo ano pode ser também oportuna para uma reflexão sobre erros e acertos, e sobre o que podemos aprimorar para fazer diferente a partir de agora. Olhar no espelho e ler o que reflete a imagem: alegria e otimismo, amor e felicidade. Se não for, bote fé para mover montanhas de tristeza, pessimismo e sofrimento e em 2017 mantenha viva a chama da esperança.
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