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Começo de Conversa

Feliz 2018!

"As reformas são mais do que necessárias, afinal o Brasil já não cabe no PIB brasileiro"

Luiz Otavio Gomes, Empresário e especialista em estratégia, desenvolvimento e gestão
Luiz Otavio Gomes, Empresário e especialista em estratégia, desenvolvimento e gestão
Luiz Otavio Gomes
Empresário e especialista em estratégia, desenvolvimento e gestão
Se estamos em dezembro de 2016, é mais do que natural que brindemos um Feliz 2017. E por que estou desejando um Feliz 2018? Simplesmente porque não acredito que teremos – em 2017 – condições de encontrar a felicidade. Bom seria se pudéssemos pular de ano. Mas, como não é possível, teremos que encarar o que vem pela frente.

Como observador da cena brasileira, estou muito preocupado com o que está acontecendo. Jamais poderia imaginar que os 13 anos de governo petista seriam tão nefastos para a população. O coroamento de tanta irresponsabilidade veio a partir de 2011, com o governo da Presidente Dilma Rousseff. De fato, poucos presidentes conseguiriam uma proeza tão negativa como essa. Mas, a bem da verdade, é que em 2009 – ainda no governo Lula – começava o desastre no setor real da economia.

Uma quantidade enorme de programas estimulou excesso de investimento em setores com rentabilidade baixa, acreditando-se que a capacidade do Tesouro Nacional, das estatais e dos bancos públicos fosse infinita. Como afirmou Samuel Pessôa: “as dificuldades do Presidente Temer resultam da herança maldita da nova matriz econômica e da irresponsabilidade fiscal, além da enorme leniência do governo petista com a inflação”.

E agora? O que será de nós pobres contribuintes e cidadãos brasileiros? Precisamos, mais do que nunca, entender o que está acontecendo e contribuir para minorar os estragos dessa tempestade, dita perfeita. Mas, como? Não nos deixando influenciar com o quanto pior, melhor. As reformas são mais do que necessárias, afinal o Brasil já não cabe no PIB brasileiro. É bom lembrar que 2015 e 2016 foram anos de crescimento negativo. E, quando se esperava um resultado positivo para 2017, a deterioração da política brasileira está nos levando a um novo tombo.

Temos que celebrar a aprovação da PEC dos Gastos Públicos e lutarmos pela da Previdência. Isso porque está demonstrado que os governos nos seus 3 níveis são os grandes responsáveis pelo estouro das contas públicas. Estados e Municípios, com raríssimas exceções, estão completamente quebrados e à mercê do Tesouro Nacional, que também está em difícil situação financeira.

Atualmente, participo das reuniões do Comitê Estratégico do Movimento Brasil Competitivo. Essa organização vem estudando os diversos segmentos dos setores público e privado do nosso país. Esses estudos deixam evidente a urgência de uma reforma do Estado brasileiro. Mas, como somos brasileiros e não desistimos nunca, apesar das nuvens carregadas, temos que admitir que o nosso país deu um passo à frente, nos últimos sete meses, com o governo Temer.

No congresso, Michel Temer é só vitórias. Aprovou a PEC do Teto dos Gastos e abriu os debates da reforma da previdência, importante para o reequilíbrio das contas públicas. Aprovou a polêmica reforma do ensino médio, modificou o regime de exploração do pré-sal e regulou a governança nas estatais. Vamos continuar acreditando, afinal, como diz o adágio popular: “a esperança é a última que morre”. Um feliz 2017, se possível!
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